November 08, 2016

COMO VER O SFMOMA EM UM DIA

O tempo está contado, mas você gosta de arte? Agora que o novo museu está com o dobro do tamanho original, o único jeito de ver tudo é ir mais de uma vez. Mas, se você ainda quiser saber a melhor forma de enfrentar os 16.000 m2 de galerias em um só dia, aqui está um guia para aproveitar ao máximo uma visita. Ouvimos os conselhos dos melhores especialistas: os funcionários do SFMOMA.

Dicas gerais

Comece pela entrada principal na Third Street para desfrutar melhor a vista da nova escadaria flutuante que sobe em zigue-zague até o saguão da bilheteria.

Se o seu melhor amigo é o smartphone, baixe o aplicativo gratuito do SFMOMA e prepare-se para uma jornada de imersão. O aplicativo acompanha a sua localização dentro desse prédio novo, fascinante e moderníssimo. Ele faz parte do novo e turbinado programa digital do museu.

Outra possibilidade divertida para criar um roteiro para desbravar o museu é seguir as obras de arte selecionadas “a dedo” pelo diretor do museu, Neal Benezra – a lista está no mapa impresso do museu. As peças mais emblemáticas da coleção estão na lista.

Se preferir deixar-se guiar pela curiosidade, tome o elevador até o sétimo andar e vá descendo andar por andar pelas escadas internas que passam pelo lado leste do prédio. Por esse caminho, você vai conhecer pontos interessantes da arquitetura interior projetada pelo escritório Snøhetta e aproveitar os vários terraços com vistas maravilhosas da cidade. Os sanitários de cada andar também valem a visita: cada um deles presta uma homenagem mais do que exagerada a uma cor, como se o arquiteto estivesse fazendo uma gracinha só para você.

Sétimo andar

É aqui que vivem algumas das peças mais provocadoras e contemporâneas (Jeff Koons, Matthew Barney, Cindy Sherman, Sherrie Levine). Não perca os espaços novos dedicados à arte-mídia, expandidos e atualizados com o nível merecido pelo museu de uma cidade que ama a tecnologia.

Sexto andar

Aqui fica uma das melhores seções da Coleção Fisher do museu, a incrível coleção de obras de arte alemãs do pós-guerra. Deslumbre-se em uma caminhada por galerias dedicadas a Anselm Kiefer, Gerhard Richter, Georg Baselitz e Sigmar Polke. Essa é uma das especialidades pelas quais o museu é mais famoso.

Quinto andar

Siga direto para a exposição de arte pop, minimalista e figurativa (que também faz parte da Coleção Fisher) e veja algumas das obras imperdíveis de Chuck Close, Roy Lichtenstein, Andy Warhol e Sol LeWitt. Já deu fome? Pare para almoçar o Café 5 e, se possível, pegue uma mesa no jardim de esculturas a céu aberto.

Quarto andar

Procure as gloriosas galerias de Ellsworth Kelly. Elas acompanham todas as fases da carreira do artista, como uma minipesquisa, e são garantia de um sorriso no seu rosto. Depois, a reclusa “capela” octogonal com sete pinturas de Agnes Martin elevará seu espírito.

Terceiro andar

Este piso dedica-se em grande parte à fotografia, um dos pontos de destaque do SFMOMA. Mas, se o tempo estiver curto, talvez seja melhor deixar essa parte para outra vez. Confira o delicioso “laboratório do movimento” de Alexander Calder (em exposição até 17 de setembro de 2017), que reúne diversos dos móbiles do artista até o terraço externo, cercado por um enorme jardim vertical. A circulação dos visitantes que entram e saem do prédio para o jardim cria um fluxo de ar que passa pelas galerias e movimenta as esculturas. Depois tome aquele cafezinho da tarde no novo café Sightglass. 

Segundo andar

No mínimo, é preciso conferir as galerias reformuladas da coleção permanente do SFMOMA. Pare para conhecer os mais famosos, como a Mulher com Chapéu, de Matisse, e a luminosa N.º 14, de Mark Rothko, obra de 1960, além de outros velhos conhecidos, como o autorretrato de Frida Kahlo com o marido Diego Rivera, e obras importantes de Robert Rauschenberg (outro ponto forte da coleção).

Térreo

Poxa, acabou o tempo. Leve um souvenir da nova extensão da loja do museu no saguão da bilheteria, por onde você entrou, e depois saia ventando (literalmente) pela gigantesca escultura Sequence, de Richard Serra, feita para se andar por dentro, e vá para a saída da nova galeria de paredes de vidro, que dá para a Howard Street.

Missão cumprida. Prometa voltar outra vez para ver o resto do museu, e siga para um dos diversos lugares especiais desse bairro para comer alguma coisinha e ver o mundo com novos olhos.